Panorama

 

6.07.2015

As empresas que tiveram as maiores altas e as maiores quedas no Ibovespa no semestre

 

Altas:

1 – Renner (varejo)

As ações da empresa acumularam ganho de 47,8% no semestre, para R$ 113 cada uma, com o aumento de 25% das vendas no primeiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2014.

2 – Suzano (papel e celulose)

Os papéis da empresa estão entre as maiores valorizações do Ibovespa na primeira metade de 2015, com alta de 47%, para R$ 16,54 cada um, ajudados pela valorização do dólar.

3 – Petrobras – ações ordinárias (petróleo e gás)

Os papéis com direito a voto da empresa tiveram ganho de 46,3% no primeiro semestre do ano, para R$ 14,03. A alta foi impulsionada principalmente após a companhia informar que não pagará dividendos.

4 – JBS (alimentação)

Os papéis da empresa ganharam 46,1% no primeiro semestre de 2015, para R$ 16,36. A empresa se destaca por ser a maior produtora de frango e carne bovina nos EUA.

5 – Hypermarcas (industrial/consumo)

As ações da empresa subiram 35,9% entre janeiro e junho deste ano, para R$ 22,63 cada um. O avanço da companhia refletiu notícias de que ela está avaliando alternativas para sua área de fraldas, que pode gerar uma receita de mais de R$ 1 bilhão.

Quedas:

1 – Gol (aviação)

A valorização do dólar prejudicou o balanço da companhia aérea, que possui um elevado nível de endividamento na moeda americana. Com isso, as ações da Gol lideraram as quedas no Ibovespa entre janeiro e junho e acumulam perda de 51,5%, para R$ 7,37.

2- Metalúrgica Gerdau (setor metalúrgico)

As ações da empresa perderam 43,6% entre janeiro e junho, para R$ 6,37 cada uma. O movimento foi influenciado pela perda de 21,8% da siderúrgica Gerdau, sua controlada, no mesmo período.

3 – Hering (varejo)

Ao contrário da Renner, que investiu em uma moda mais sofisticada, a Hering continuou sua aposta em modelos básicos, como camisetas sem estampas, o que a fez registrar queda de 36% em seu lucro líquido no primeiro trimestre. Os papéis da empresa acumularam perda de 40% no primeiro semestre do ano, para R$ 12,15 cada um.

4 – Oi – ações preferenciais (comunicações)

As ações mais negociadas e sem direito a voto da operadora de telefonia móvel caíram 32,1% entre janeiro e junho, para R$ 5,85 cada uma. A empresa tenta adquirir concorrentes no setor, mas ainda não obteve sucesso.

5 – Marcopolo (industrial)

Os papéis da fabricante de carrocerias de ônibus registraram queda de 30,3% na primeira metade de 2015, para R$ 2,32 cada um. O modelo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de autorização das linhas interestaduais e internacionais de transporte rodoviário pode impactar as vendas de empresas como a Marcopolo, o que se refletiu em suas ações.