Germano Rigotto

 

17.07.2017

As instituições brasileiras funcionam?


Começo este artigo respondendo ao seu título. Para isso, preciso fazer duas abordagens aparentemente contraditórias, mas que são complementares. A primeira: sim, as instituições brasileiras funcionam. A segunda: mas funcionam mal, porque compõem um sistema que já está vencido em si mesmo. Explico. Mesmo com toda esta crise, não há ameaças à democracia. Os poderes ....


10.07.2017

Formação de líderes e futuro


Em meu último artigo, refleti sobre a carência de líderes como uma causa e consequência da grave crise que vivemos no Brasil. Apontei o caso específico da política, mas ressaltei que esse problema está em todas as áreas da vida social. Disse que é um assunto pouco abordado, desproporcionalmente à importância que possui. E terminei ....


3.07.2017

Carência de líderes


Crises complexas, como a que estamos vivendo no Brasil, têm causas e efeitos diversos. Não surgem e não causam reflexos apenas na economia, na política ou no ordenamento jurídico. Têm motivações profundas de ordem cultural, comportamental e até mesmo histórica. Demoram anos para serem entendidas e explicadas, sempre com versões e interpretações contraditórias. Digo isso ....


26.06.2017

Voto em lista fechada: nada mais absurdo


É fácil perceber que não há, no cenário atual do país, perspectivas reais para o avanço da reforma política. Os movimentos nesse sentido são meramente esparsos. Não passam de atitudes isoladas ou, noutras vezes, apenas verborragia. Faltando cerca de um ano para o processo eleitoral, vale a máxima do “salve-se quem puder”. Quem já possui ....


5.06.2017

BNDES: hora de afastar as incertezas


O noticiário das últimas semanas fez pairar nuvens cinzas sobre a República. Algumas delas, mais espessas, repousaram sobre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As investigações da Polícia Federal e a delação do empresário Joesley Batista expuseram a forma desvirtuada no aporte de recursos para financiar o crescimento da JBS. Ao mesmo ....


29.05.2017

Basta deste presidencialismo de coalizão!


No artigo da última semana ponderei que, mesmo com tantas nuances, a atual crise política endossa uma grande certeza: a completa ruína do nosso sistema partidário e eleitoral. Hoje, avançando no tema, quero dar nome e sobrenome ao nosso problema político central, matriz de todos os outros: presidencialismo de coalização. Se alguém ainda tinha dúvida ....


15.05.2017

A safra puxa o país


A safra deste ano é impressionante inclusive em seus números. Vamos atentar para alguns deles. As últimas projeções apontam que a colheita de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 233,1 milhões de toneladas, o que representa 26,2% a mais do que o resultado do ano passado. A estimativa da área a ser colhida é de ....


8.05.2017

Aos estados o que é dos estados


A situação dos estados brasileiros chegou a tamanha insustentabilidade financeira, em primeiro lugar, por problemas de gestão. Essa culpa não pode ser terceirizada. Enquanto algumas gestões agiram com responsabilidade fiscal, outras tantas, independente da vertente partidária, descuidaram do equilíbrio das contas, aumentaram os gastos sem receitas correspondentes e permitiram o....


2.05.2017

Protestar é democrático. Mas reformar é preciso


A greve geral ocorrida na última sexta-feira, embora contestada politicamente, é no mínimo compreensível – e deve ser respeitada. O descrédito da classe política, a má avaliação do governo, o alto índice de desemprego, as denúncias de corrupção e as reformas mal comunicadas deram caldo suficiente para as manifestações comandadas pelos sindicatos. É do jogo ....


24.04.2017

Guerra fiscal: pelo fim de uma disputa sem sentido


A guerra fiscal é uma contradição em si mesma. Ora, existir uma disputa de ordem fiscal, no ambiente interno de uma federação, entre alguns de seus membros, é uma clara discrepância. O conjunto dá sentido a uma nação federada; não poderiam as atitudes individuais, pois, sobreporem-se ao interesse coletivo. Trata-se de um jogo de perde ....