Artigos

 

2.05.2016

Os dois lados de uma transição abrupta

Por Germano Rigotto


A transição entre os governos Dilma e Temer não será convencional. Primeiro, porque será abrupta. Assim que o afastamento da atual presidente for confirmado, em seguida ela deve deixar o cargo. Ato contínuo, o vice assume o posto de titular. Não há tempo para a ambientação de quem chega. Além disso, o novo governo começa ....


25.04.2016

Os desafios de um novo governo

Por Germano Rigotto


Em se tratando de política e economia, projeções sempre têm grande margem de erro. Na fase em que se encontra o Brasil, tanto mais. É muito difícil fazer qualquer desenho sobre o que vem pela frente, num cenário de assunção provisória de Michel Temer ao posto de presidente. É razoável, diante do que se depreende ....


11.04.2016

Boas iniciativas sucumbem à falta de governabilidade

Por Germano Rigotto


Graves crises, como a que vivemos, fazem com que até mesmo as boas iniciativas acabem subaproveitadas. É o caso do programa Brasil Mais Produtivo, capitaneado pelo ministro Armando Monteiro Neto, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O objetivo é aumentar em pelo menos 20% a produtividade das pequenas e médias indústrias que se inscreverem ....


4.04.2016

Crise: falência dos partidos e carência de líderes

Por Germano Rigotto


Toda crise tem suas lições. A que estamos vivendo não é diferente. Ela é especialmente pedagógica ao mostrar algumas das principais mazelas que enfrenta o país. A falência do sistema político é um dos exemplos mais escancarados disso. Claro, que, como já demonstrei diversas vezes em meus espaços, a corrupção não pode desculpar-se ou mesmo ....


28.03.2016

O alerta da indústria: o Brasil tem pressa!

Por Germano Rigotto


É preciso superar a crise política, sem dúvida. É preciso enfrentar a crise econômica, igualmente. É preciso fazer reformas estruturais, idem. Mas nada disso pode passar ao largo de uma solução para o lento, penoso e prejudicial processo de desindustrialização que o Brasil enfrenta há anos. O histórico de nações que se desenvolveram depois de ....


21.03.2016

O impeachment precisa andar. E Cunha precisa sair

Por Germano Rigotto


O processo de impeachment está posto. Depois de seguir as tramitações legislativas preliminares, agora precisa seguir seu curso. Do ponto de vista formal, é um caminho sem volta. Política e socialmente, possui legitimação. Não há como ignorar esse ambiente, sem deixar de respeitar todas as normas constitucionais e regimentais em vigor. O governo, até aqui, ....


14.03.2016

Sem conformismo na construção de um novo futuro

Por Germano Rigotto


Milhões de brasileiros foram às ruas no último domingo. Carregavam, acima de tudo, uma pauta de negação – o que não deixa de ser um gesto eloquente. Diziam não à corrupção e ao atual governo. Diziam não ao aparelhamento partidário do estado. Diziam não à demagogia e à mentira. Diziam não a qualquer espécie de ....


7.03.2016

Precisamos evitar o colapso

Por Germano Rigotto


O momento em que vivemos não é convencional. Alguns analistas, não sem razão, estão chamando de tempestade perfeita. Circunstâncias políticas, econômicas e sociais, em concomitância, confluíram para o esgotamento. Também há uma descrença generalizada, inclusive de ordem moral. A crise propriamente dita alimenta a crise de percepção. Fatos se somam a percepções. Tudo se....


29.02.2016

Corrupção: prevenir, combater e punir

Por Germano Rigotto


A corrupção tem pelo menos duas dimensões. Sempre procurei expor isso nos meus espaços. A primeira delas é de ordem moral, individual, intrínseca. Tem a ver com a decisão voluntária de aceitar corromper ou de ser corrompido. É injustificável por essência, resultado de direta adesão pessoal. A outra dimensão é de natureza institucional. É quando ....


22.02.2016

Não é hora de vacilação

Por Germano Rigotto


O ajuste fiscal é uma imposição da realidade micro e macroeconômica do país. Claro que, como já defendi diversas vezes em nossos espaços, o programa de ajuste não pode tirar o pouco de oxigênio que ainda resta na economia. Ao contrário, precisa estimular o mercado. Porém, não se pode mais duvidar do pressuposto: é preciso ....