Panorama

 

4.09.2017

Agenda de setembro

 

A maior expectativa para o mês de setembro refere-se à denúncia a ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Michel Temer. Janot deixa a PGR no dia 17 de setembro. No dia seguinte, Raquel Dodge assume o posto, onde ficará por dois anos.

No Congresso, continua o esforço pelo prosseguimento do debate em torno da Reforma Política. O prazo para alterações nas regras político-eleitorais termina no dia 6 de outubro. Dificilmente mudanças estruturais serão aprovadas até lá.

O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato na primeira instância, marcou para 13 de setembro o segundo depoimento do ex-presidente Lula. O processo em que Lula é réu está ligado a esquemas de corrupção envolvendo oito contratos entre a empreiteira Odebrecht e a Petrobras, que teriam gerado desvios de cerca de R$ 75 milhões.

O presidente Michel Temer terá, no dia 12, uma reunião com empresários e representantes de centrais sindicais para discutir uma agenda comum de pautas para a retomada do crescimento econômico e do emprego. No dia 18, ele viaja para Nova York a fim de participar da abertura da assembleia geral da Organização das Nações Unidas.

Está previsto para o dia 27 o leilão das usinas hidrelétricas da Cemig (Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande), com o qual o governo pretende arrecadar R$ 11 bilhões. Entretanto, a venda está sendo questionada judicialmente e pode ser adiada.

Também no dia 27 a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis promove a 14ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural. Serão ofertados 287 blocos nas bacias sedimentares marítimas de Sergipe-Alagoas, Espírito Santo, Campos, Santos e Pelotas, e nas bacias terrestres do Parnaíba, Paraná, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo.